O FUNERAL DA SANDÁLIA DO ALMEIDA
Vamos
falar de nosso último churrasco no COGAL:
Como
conseqüência daquele evento, estamos fazendo uma vaquinha para adquirir uma
nova sandália franciscana (pé direito), para nosso querido
"companheiro", o Cel PMERJ R/R ALMEIDA, perdida
no isopor do COELHO, naquela oportunidade.
Devido ao
avançado estado etílico do nobre e impoluto "companheiro" ALMEIDINHA,
sua sandália franciscana direita, adquirida com sacrifício monástico, à vista, no
Largo da Carioca, no centro do Rio (depois de uma mineirada realizada por uma
PATAMO em cima de alguns pivetões que por ali
freqüentam), foi confundida pelo não menos nobre e etílico
"companheiro" HOLANDA, com um poste, ou melhor
um hidrante.
Após ter
sofrido uma onda de calor insuportável no pé direito, e imaginando ter
sido vítima de mais um ataque de endropausa, ou de um ataque de formigas
africanas, ferozes, vermelhas, carnívoras e famintas, o nobre Cel PMERJ R/R
ALMEIDINHA, enfiou o pé no isopor gelado, perdendo sua inestimável companheira
de tantos verões, primaveras e alguns outonos.
Foi com
grande tristeza que, ao recuperarmos, depois de grandes dificuldades, aquela
massa disforme do isopor gelado, eu e o NEIVOF, fizemos um enterro simbólico daquele ser inerte, à sombra da goiabeira (?) que sombreia
(sic) nossos churrascos no COGAL.
Ao nobre
ALMEIDINHA, tenha certeza que sua companheira de sempre repousa em paz e tudo faremos para que esta comunidade unida (sic) possa encontrar
um par à altura de seu pé esquerdo.
Ao não
menos nobre HOLANDA, pedimos que adquira urgentemente
um GPS, capaz de leva-lo incólume ao banheiro masculino do COGAL, evitando com
isto trazer dissabores fétidos e amoníacos (sic) a nossos companheiros
maracujinos de churrasco.
Tristeza foi um sentimento comum a todos que ali estavam, ao ver
aquele RAMBO CARIOCA da nossa gloriosa PMERJ carcomido pelas intempéries da
vida, "matador" de tantos criminosos e chefões do PC, do PCC, do PCT,
do PCB do B, do ADA, do PV, do CV, do CPF, do CIC, sair cambaleando em direção
a seu fusca 67, modelinho, amarelo, novinho em folha, capengando em um só pé,
urrando pelo calor que lhe subia até a virilha direita, perguntando-se o que
diria a sua amada ao chegar em casa:
Sua mente, divagava entre a dor e a emoção, enfim algo havia sensibilizado
sua inerte virilha, depois de tantos anos ?
Mas, que
explicação sua pobre e santa senhora (D. Maria Helena) poderia aceitar?
"- Querida, perdi minha
querida sandália franciscana direita em um churrasco da turma da FAB
(Maracujás)!" ou "-
Querida, algo me aquece em minha virilha direita, e eu não sei o que é,
ajude-me!".
Não, não,
não, a segunda opção era impossível, por isto, a melhor estratégia era o
silêncio!.
Sorrateiramente,
após estacionar sua máquina na garagem do prédio, não sem antes buzinar para
várias pilastras e, perguntando-se porque não saíam da frente, consegue
finalmente estacionar seu bólido. Ao passar pela varanda, vislumbra as
andorinhas de porcelana, que fixou com carinho, meses atrás, na parede e pensa:
"- puta merda, passarinho agora faz ninho na
vertical.!!!
Adentra
sua residência, na Sulacap, pé ante pé,
dirige-se à sua suíte, no segundo andar, e no escuro tranca-se no
banheiro, sem acender qualquer luz, baseando-se unicamente em sua orientação
extrasensorial.
Escuta ao
longe, aquela voz: "- Liga não, meu velho, deita que amanhã tudo
vai estar melhor pra você!"
ALMEIDINHA,
ainda sob o efeito retardado de tudo o que bebeu (e comeu) no churrasco, começa
a sentir os primeiros sinais dos fogos de artifícios, uma grande revolução
islâmica que lhe vinha de dentro para fora, uma revolução xiita que, ao fim de
algumas contrações pré-natalinas, consegue transformar o banheiro de sua suíte
em uma câmara de gás, ao estilo nazista, onde nenhum ser vivo consegue
sobreviver.
E pensa,
recitando sua prece: "- Meu Deus, juro que nunca
mais comerei aquela costela assada pelo SENDIM e pelo COELHO, e nunca mais
fumarei aquela guimba do charuto do LUÍS CLÁUDIO, e nem beberei aquela maldita
pinga que estava num cavalete em cima da bancada, e nem ouvirei do PADILHA, do
TITO, do NEIVOF, e de todos os outros, aquelas piadas infames. Oh Deus!!! Salve esta minha alma!
Meia-hora
depois, suando, ainda sob uma grande e fria emoção, que lhe consome o interior,
e corta suas entranhas, consegue clamar:
"- Minha velha, eu não estou
tão bêbado assim, como podes imaginar, só bebi algumas skols
e bohemias, pois minerei umas skincariols
(sic) nuns camelôs na Brasil e na entrada da Ilha (sic), antes de chegar no churrasco, lá no COGAL, afinal eu sou PM, mas não sou
otário!"
Sua santa
senhora, perdendo a paciência:
''- ALMEIDINHA, chega, deixe-me
dormir, ou então, antes disso, provarei que estás bêbado, e pra lá de Bagdá!!!!''
ALMEIDINHA:
"- Então, prove-me que não estou fora de minha
consciência normal, apesar de não ter bebido quase nada, prove-me santa
senhora, afinal sou PM e não perco desafios!!!!
Sua
madona: "- Queres ver?"
ALMEIDINHA:
"Sim, quero ver, quero
que me proves!!! Afinal de contas, sou PM, macho,
matador, bicho solto, fio desencapado, acostumado a tudo de pior que a vida,
nas favelas do Rio, pode ensinar a alguém!!!!!!"
Santa
senhora: "Então, pares de cagar no bidê e vá cagar no vaso, seu fdp!!!!!!!!!!!
ALMEIDINHA, triste e humilhado, com
esta prova irrefutável, e envergonhado, pega uma pázinha
de plástico, e começa a limpar seu erro e, ao finalizar, lava suas partes
pudentes no chuveiro frio, preferindo o silêncio e o sono giratório de sua
cama, a esta altura carinhosamente arrumada no sofá da sala de estar, pela
santa senhora.
Acordando
pela manhã com os primeiros raios de sol banhando sua face vermelha e ainda
babando no travesseiro, sedento daquela noite insone e etílica, desce à cozinha
e bebe pelo gargalo, com sofreguidão, quase um litro de água gelada, surrupiado
na boca da garrafa de plástico da família, colocada pela santa senhora, com
carinho, na geladeira, também corroída pelo tempo (a geladeira).
Neste
ato, arrotando, espirrando e tossindo, ao levar sua visão para o alto
vislumbra o pingüim de porcelana em cima da velha geladeira e sentindo o frio
da cerâmica (ardósia) em seu pé direito, ele emite aquele seu grito tarzânico (sic), que ecoa por toda a casa, acordando toda
sua família:
"- Cachorro, fdp safado, devolve minha sandália direita, seu corno
ladrão (sic), pulguento, vou te dar um tiro, seu merda, eu sou coronel PM!!!!.
E sua
amada, descendo de penhoir (sic) pelas escadas da mansão, ainda insone,
lhe diz:
"- Meu velho ALMEIDINHA, o REX morreu há mais
de 10 anos, hoje só temos aquele papagaio, velho e mudo, que você trouxe pra
casa depois daquela operação secreta da PM no morro do alemão, na RIO ECO 92, e que você me disse que foi uma recompensa do
IBAMA e da FEEMA por serviços prestados à nação!!!! " .
ALMEIDINHA
cala-se e segue sua busca, em vão, por sua sandália direita, sem lembrar-se do
que lhe aconteceu na tarde/noite anterior no COGAL!!!!!!!!!!
Amigos, ajudem o velho ALMEIDINHA: estamos recolhendo R$ 0,20, em
dinheiro, no próximo churrasco da turma, para adquirirmos a sua tão querida
e indispensável sandália franciscana direita, tamanho 35, bico largo, cor de
caramelo sujo, com trava lateral direita de metal (latão) e sola de pneu
(Brasília 69), clone daquela desaparecida para sempre em nosso último encontro.
LEMBREM-SE
MARACUJÁS:
AO
AJUDARMOS UNS AOS OUTROS, ESTAREMOS AJUDANDO A TODOS!
Este é o
nosso lema!